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A industrialização no Velho Mundo deu seus passos iniciais por volta de 1750 e com ela surgiu a sistematização do trabalho. Com esta nova era em prática, o mundo agrícola e pastoril cedia o seu lugar à Fábrica.
No primeiro momento veio a euforia, em razão do trabalho de fácil aprendizagem e repetitivo, chamariz para que as donas de casa trocassem afazeres caseiros por fábricas onde ficam as horas ajustadas, protegidas das intempéries.
O tempo passava e começava a demonstrar que nem tudo eram flores no jardim que se procurava plantar no continente europeu, especificamente nas regiões de Yorkshire e Lancashire, Rochdale, onde a atividade predominante era Tecelagem.
“Na Reunião dos “28 probos pioneiros de Rochdale”, após o estudo das diversas propostas apresentadas, resolveu-se fundar, em 24 de outubro de 1844, a sociedade sob o titulo de “ Rochdale Society Of Equitable Pioneer”, ocasião em que se definiu que.
“A Sociedade tem por objeto realizar uma utilidade pecuniária e melhorar as condições domesticas e sociais de seus membros, mediante a economia formada por ações de uma libra esterlina, para levar à prática dos seguintes projetos.” in “ Os 28 Tecelões de Rochdale” edição de 2002, pag. 25
Assim estava constituída a COOPERAÇÃO expressão que significa, em sentido lato, “ato de unir e coordenar meios e esforços de cada um para a realização de uma atividade comum, visando alcançar um resultado procurado por todos” in Dicionário Prático do Cooperativismo de Ronise de Magalhães Figueiredo.
Estava assim definido o Cooperativismo e como conseqüência as COOPERATIVAS nos seus diversos ramos, enquadrando-se entre estes as de CRÉDITO.
É regra basilar do Cooperativismo, desenvolver por todos os meios ao seu alcance, a fraternal convivência entre os cooperados, tratar dos seus interesses comuns, estabelecer todas as formas de proteção e defesa dos seus membros, promover sólida base de sua prosperidade, a sua riqueza, a sua independência e o seu progresso material e moral.
O princípio Cooperativista não impõe comportamento dirigido única e exclusivamente à Cooperativa, mas a todos os envolvidos no seu desenvolvimento, pois só assim, com zelo, com honestidade, com respeito aos contratos celebrados, os bens de todos tendem a crescer garantindo o progresso material e moral dos seus sócios.
O desrespeito as regras e aos compromissos assumido
s, não só põe em risco o seu patrimônio como os dos demais sócios, deixando evidenciada a quebra de confiança em face ao uso de ardil ou artifício fraudulento, que lhe proporciona obtenção de vantagem.
Vamos primar pelo respeito às regras criadas pelos “Probos Pioneiros de Rochdale” para que amanhã não haja culpados por possíveis fracassos se a doutrina cooperativista não for respeitada.
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