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Inflação em 12 meses sobe 4,59% e registra maior alta desde junho de 2009 PDF Imprimir E-mail
05-Fev-2010
A inflação mais alta em janeiro fez com que a taxa acumulada em 12 meses registrasse a maior alta desde junho do ano passado. No acumulado até janeiro, a variação positiva é de 4,59%.

Na metade de 2009, o índice havia chegado a 4,80%, segundo dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

"Houve expressiva reversão na ótica dos 12 meses, se comparado ao que vinha sendo observado no ano passado", comentou a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina dos Santos.

Em dezembro, a taxa acumulada em 12 meses não tinha passado de 4,31%.

A inflação medida pelo IPCA subiu 0,75% em janeiro, maior variação desde maio de 2008. Trata-se também da maior alta para o mês de janeiro desde 2004. Naquele ano, a inflação no primeiro mês do ano registrou elevação de 0,76%.

Os alimentos foram decisivos para a significativa elevação do IPCA em janeiro. A variação de 1,13% dos produtos alimentícios é a maior desde junho de 2008, quando esses itens haviam ficado 2,11% mais caros.

As chuvas prejudicaram a colheita em algumas lavouras, e foram a principal influência para a alta dos alimentos. O arroz, por exemplo, subiu 3,26% em janeiro, depois de ter deflação de 0,87% no mês anterior. Eulina dos Santos explicou que houve atraso no plantio em função das chuvas, e aliado a isso, a área plantada vai diminuir.

A economista ressaltou que o dólar, com elevação de 8% em janeiro, também impactou o custo de alguns alimentos. Foi o caso do bacalhau (5,41%, depois de cair 1,11% em dezembro) e do alho, que avançou 3,21%, ante variação positiva de 0,03% no mês anterior.

O aumento das tarifas de ônibus em São Paulo fez com que os produtos não alimentícios, que subiram 0,64%, apresentassem a maior variação desde janeiro de 2006. Naquele mês, esses itens ficaram 0,72% mais caros.

Perspectivas

A pressão das tarifas de ônibus deve permanecer em fevereiro, já que há aumentos previstos no Rio de Janeiro e Belém, e devem ser aplicados resíduos dos reajustes em São Paulo e Salvador. Há previsão ainda de ajustes nos preços das tarifas de trem e metrô em São Paulo, além do táxi em Belo Horizonte.

Eulina lembrou ainda que a correção das mensalidades escolares será coletada em fevereiro e março, e também vai influenciar os próximos índices. Sobre os alimentos, deve-se aguardar os efeitos das chuvas que vêm atingindo as regiões Sul e Sudeste, e o impacto do dólar, que continua subindo.

Fonte: FolhaOnline 

 
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