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Economia já caminha com as próprias pernas, diz Mantega sobre volta do IPI PDF Imprimir E-mail
02-Fev-2010

Aquecimento da economia estava gerando ‘euforia exagerada’, avaliou.
Ministro diz que não vê necessidade de subir juros no momento.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar nesta terça-feira (2) que a não há mais necessidade de estímulos fiscais para a indústria, tais como a redução da cobrança do Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos da linha branca, que terminou no último domingo. De acordo com o ministro, a decisão de não prorrogar novamente a medida se deu devido à retomada do ritmo de crescimento da economia, o que, segundo ele, estava causando “euforia exagerada”.

“Julgamos que era o momento de deixar os subsídios se extinguirem de acordo com o cronograma. Havia muitas notícias de aquecimento da economia, o que estava gerando uma euforia exagerada. Achamos por bem optar pelo término dos subsídios à linha branca no fim de semana. Algumas pessoas ficaram tristes, mas era o que tinha sido combinado. O impulso foi dado e a economia já caminha com as próprias pernas, sem ser necessário esse tipo de medida”, afirmou ele em evento que reúne empresários em São Paulo.

"Foi muito bom [o término do estímulo] porque acalmou o ânimo daqueles que já queriam subir juros, porque a economia já estaria aquecida. Vamos devagar com o andor porque o santo é de barro", disse. Segundo Mantega, o PIB da indústria deve registrar expansão de 7% em 2010. 

'Blindagem' em ano eleitoral

O ministro reforçou sua aposta em um crescimento da economia para este ano entre 5% e 5,5%. Entre os fatores que devem impulsionar o crescimento em 2010, ele destacou a demanda interna e o crédito, que devem crescer 7,3% e10% no ano, respectivamente, de acordo com a previsão do ministro.

Mantega também citou investimentos que devem ser gerados em função de projetos como o pré-sal, a construção do trem bala, além de eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

Segundo o ministro, o governo ficará atento para garantir que o momento de tranquilidade econômica vivido pelo Brasil não seja perturbado por eventuais turbulências do ano eleitoral.

“Vamos blindar a economia para o ano da eleição. O governo não vai mudar sua conduta porque é um ano eleitoral, vamos cumprir nossas metas de responsabilidade fiscal e responsabilidade monetária. Se houver risco de inflação, o Banco Central vai elevar os juros. Tomara que não o faça, né Meirelles?”, disse o ministro, se dirigindo ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que se encontrava na plateia.

Mantega reiterou que não há necessidade de aumento de juro neste momento e que o repique recente da inflação é típico de início de ano.

"Se for preciso, os juros serão aumentados, mas não convém aumentá-los inutilmente. Acho que não há essa necessidade neste momento", disse ele a jornalistas após palestra a empresários em São Paulo. 

Mantega reforçou que devem ser cumpridas as metas de 4,5% para a inflação e de 3,3% para o superávit fiscal. Ele destacou também a importância do papel do BNDES durante a crise. Segundo ele, o banco recebeu injeção de R$ 100 bilhões para ajudar empresas em 2009 e deve receber mais R$ 80 bilhões este ano.

Fonte: G1

 
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